Com a frota de veículos de São Paulo chegando aos seis milhões de carros licenciados, as vias que ligam os bairros mais afastados ao centro a cada ano se tornam mais congestionadas. Uma das regiões afetada é a da Vila Zatt, Zona Oeste, na qual as avenidas Edgar Facó e Raimundo Pereira de Magalhães fazem a ligação às marginais. Trechos que demoram 8 minutos agora duram 40 em horários de pico. Usuários das vias estão entrando em ações civis contra a prefeitura por obras que desafoguem o trânsito na região. José Marques, 42 anos, taxista, acha que a falta de transporte público contribui. "Cada vez mais carro na rua, cada vez mais difícil de chegar", afirma.
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A matéria maior sobre assunto em breve aqui.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Akira versão hollywood
Leonardo di Caprio vai produzir a versão com atores do manga e vai ser divida em duas partes, sendo que a primeira vai ser lançada em 2009.
Será que essa empreitada dará certo? É fato que o manga é um sucesso, o anime foi bem fiel à história, mas será que o filme vai conseguir reproduzir todas as sutilezas do roteiro? Complicado.
Vamos ver, né?
Será que essa empreitada dará certo? É fato que o manga é um sucesso, o anime foi bem fiel à história, mas será que o filme vai conseguir reproduzir todas as sutilezas do roteiro? Complicado.
Vamos ver, né?
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Radiohead 01 e 10
"Quebra-cabeças caindo em seu lugar
Não há nada pra explicar"
Jigsaw Falling Into Place
Não há nada pra explicar"
Jigsaw Falling Into Place
Seria realmente uma teoria da conspiração ou Thom Yorke aprontou de novo?
Que o Ok Computer é considerado o grande album da década passada todo mundo quase concorda. Agora, pra mudar de vez o conceito de obra de arte/conspiração maluca no mundo da música, um site diz ter descoberto a verdade sobre o In Rainbows: o disco foi lançado no dia 10/10 do ano passado, sendo que o dia do inicio das vendas na internet foi avisado apenas 10 dias antes, tem 10 letras no nome e 10 músicas mas ele é na verdade um complemento do Ok Computer, lançado a 10 anos atrás. Coincidência? Será? Kid A e Amnesiac, nós todos sabiamos, são uma só obra, mas essa história é impressionante.
A obra completa, de acordo com o blog puddlegum, só pode ser ouvida intercalando as faixas dos dois discos. E um detalhe que um comentarista do blog adicionou é o tempo do cross fading: ele deve ser de 10 segundos (pra achar isso no seu Windows Media Player é necessário ir no comando: Exibir -> Aprimoramentos -> Fading Cruzado e Nivelamento do Volume Automático e então mude a barra pros 10 segundos). Outro comentário que eu achei totalmente pertinente é o seguinte: "So in effect, In Rainbows is the Sonic & Knuckles expansion cartridge to OK Computer’s Sonic the Hedgehog?" [Então o In Rainbows é a fita pra expansão Sonic & Knuckles pro Sonic 3 Ok Computer?" (traduzido porcamente e arrumando o fato de que só o Sonic 3 serve pra expansão do Sonic & Knucles)
Bom, o fato é que funciona. É divertido, tente você também!
O playlist dos 01 & 10 tem que ser assim:
1. Airbag (OK Computer)
2. 15 Step (In Rainbows)
3. Paranoid Android (OK Computer)
4. Bodysnatchers (In Rainbows)
5. Subterranean Homesick Alien (OK Computer)
6. Nude (In Rainbows)
7. Exit Music (For A Film) (OK Computer)
8. Weird Fishes/Arpeggi (In Rainbows)
9. Let Down (OK Computer)
10. All I Need (In Rainbows)
11. Karma Police (OK Computer)
12. Fitter Happier (OK Computer)
13. Faust Arp (In Rainbows)
14. Electioneering (OK Computer)
15. Reckoner (In Rainbows)
16. Climbing Up The Walls (OK Computer)
17. House Of Cards (In Rainbows)
18. No Surprises (OK Computer)
19. Jigsaw Falling Into Place (In Rainbows)
20. Lucky (OK Computer)
21. Videotape (In Rainbows)
22. The Tourist (OK Computer)
Karma Police e Fitter Happier, de acordo com o site, não são separadas pois agem como uma ponte entre a primeira metade e a segunda.
É uma coisa meio maluca, mas funciona. Se tudo isso foi feito propositalmente, então realmente podemos dar o titulo de reis, sucedendo ao Elvis, Beatles e Joy Division. Vai dizer que essa não é uma idéia muito boa? Mesmo que não seja realmente verdadeira, é algo novo e muito criativo e me deu milhões de idéias...
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Fausto Fawcett - ...& Os Robôs Efêmeros
Misture New Wave, cyberpunk, um vocal rap e Ipanema. Sai Fausto Fawcett & Os Robôs Efêmeros.Tenho certeza que uma música desse disco você já ouviu, mas talvez nem sabia que não era da moça que até canta nesse disco (na última faixa). Fausto Fawcett é jornalista, autor teatral e roteirista. Daí surgiu esse disco, que afinal de contas é uma pequena ópera cyberpunk ("Blade Runner", dizem). As letras são muito bem escritas, podendo até transformar o disco em um filme, algo que eu queria ver um dia.
A primeira música, Gueixa Vadia, é a história da própria que pega um rapaz e passa a gilete cor de rosa e a voz dela era uma disco music susurrada e que o seu apê é de dia deposito de taximetros adulterados e taxi drivers alucinados mas de noite é refúgio de taxi girls.
Em seguida, o pequeno conto de Tânia Miriam, uma loira grafiteira das marquises de Copacabana que usa um isqueiro em formato de sereia, "incendeia thundercats" em um monte de lugar da cidade e chupa cubos de ketchup congelado.
Drops de Istambul, a terceira faixa, é um panorama da cyber copacabana, na qual ele cita até Cristiane F. e conta como vive na cidade.
O Rap D'Anne Stark é o conto do estudante de jornalismo que compra o rap da Anne Stark, mora num apê vagabundo com umas idosas malucas que praticam tiro ao alvo em estatuas do aleijadinho. O interessante dessa faixa é a crítica, na qual no futuro os terroristas seriam os popstars e receberiam caches das emissoras.
Kátia Flávia dispensa apresentações. Fernanda Abreu regravou essa música, foi sucesso em meados dos anos 90 e sim, já é velha conhecida do underground carioca pelo que apurei. A Godiva do Iraja dispensa comentários nessa versão.
Depois de passear pelas noites suburbanas, vem A Chinesa Videomaker que gosta de massacrar os olhos de rapazes pra chupar o sexo deles. A parte mais cyberpunk eu tenho certeza que é a das neo-madonnas com cabelo platinado.
A balada Estrelas Vigiadas é o ode ao amor nesse mundo devastado e perdido nas orgias e decadências dessa cidade. Lua lantejola da nasa.
E pra fechar, o meio samba meio rap da Juliete, na qual Fernanda Abreu canta junto com Fausto. Começa com as mulatas aparecendo na praia de Copacabana, e a chuva de tequila. Juliete aparece no meio da história, na qual ela roubou um holograma de Julio Iglesias segurando leite de aveia da baixada da espanha e é a filha bastarda do carrosel holandês/laranja mecânica com uma stripper. A história é sensacional e a loirinha botticelli acaba na tequila evaporada.
Chuva forte de tequila evaporada. Acho que durante essas semanas ouvi esse disco umas 10 vezes e não canso.
sábado, 26 de janeiro de 2008
Control - Anton Corbijn
Não sou muito de resenhar filmes mesmo porque não sou um viciado em cinema (meus filmes favoritos são geralmente lugares comuns pra muita gente), mas esse filme merece nem que seja uma nota sobre ele aqui.Control, lançado em 2007, retrata a vida de Ian Curtis, vocalista do Joy Division, desde seu namoro com Deborah até o seu suicídio na Barton Street, nº 77. Anton Corbijn, o diretor, é um fotógrafo renomado do pós-punk, sendo que sua primeira foto de banda foi o Joy Division (ele tirou fotos também do Depeche Mode, REM e U2). O filme conseguiu superar minhas expectativas e imagino que tenha feito o mesmo para a maioria dos fãs de Joy Division. Talvez o que tenha dado um clima nostalgico e real para o filme foi ter sido gravado em filme preto e branco. Apesar de ser sobre um vocalista, o filme não é um musical e se restringe apenas a sons ambientes e aos shows do Joy Division. A história é envolvente e foi contada maravilhosamente por Corbjin, sendo que a cena final foi perfeita, sem mostrar em nenhum momento o corpo de Ian.
Os atores ficaram muito parecidos com os originais [vide fotos] e Sam Riley conseguiu demontrar a sutil destruição de Ian com seus gestos e expressões.
Control é a partir de hoje meu filme favorito.


Semelhanças: a primeira foto é a Joy Division original, a segunda são os atores de Control.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
News
*POPLOAD E AS TENDÊNCIAS 2008 – Nessa época mística que precedeu as festas, fui a um oráculo pop saber o que vai pegar no ano que está começando. E, segundo a divindade, o que vai bombar em 2008 é o seguinte: roxo, Franz Ferdinand, iphone 3G, ovo frito, festinhas caseiras para ouvir pós-punk brasileiro, manga (a fruta), ver neve, indie chinês, hidratante pear glacé da Victoria’s Secret, “Lost”, meninas de cabelos compridos, danças coletivas tipo trenzinho em baladas indie.
Essa parte da coluna do Lucio Ribeiro (entra no blog dele e clica, lá em cima, em coluna) entitulada "TING-TINGS-JING-JONG E O NOVO NOVO NOVO NOVO NOVO ROCK" me chamou bastante a atenção... tal oráculo diz algumas coisas que espero que se confirmem, tipo ouvir pós-punk brasileiro em festinhas caseiras. De resto, tirando as quatro ultimas, tudo me parece plausível pra esse ano, principalmente roxo!
E falando em indie chinês, o Lúcio fala da banda "Carsick Cars". Ouvi, achei interessante demais, adicionei no myspace e o caralho a quatro hehehe. O link do myspace da banda é esse daqui!
Quanto ao pós-punk brasileiro, volto depois com material do myspace.
Essa parte da coluna do Lucio Ribeiro (entra no blog dele e clica, lá em cima, em coluna) entitulada "TING-TINGS-JING-JONG E O NOVO NOVO NOVO NOVO NOVO ROCK" me chamou bastante a atenção... tal oráculo diz algumas coisas que espero que se confirmem, tipo ouvir pós-punk brasileiro em festinhas caseiras. De resto, tirando as quatro ultimas, tudo me parece plausível pra esse ano, principalmente roxo!
E falando em indie chinês, o Lúcio fala da banda "Carsick Cars". Ouvi, achei interessante demais, adicionei no myspace e o caralho a quatro hehehe. O link do myspace da banda é esse daqui!
Quanto ao pós-punk brasileiro, volto depois com material do myspace.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
I - Anunciação
No fim do mundo exitem dois guardas. Um só fala, o outro só faz.
- Cuidado aonde pisa, rapaz.
Era um lugar desolado, não havia almas, nem prédios ou estradas, carros ou espadas perdidas.
- Está pronto? – Perguntava o guarda, enquanto o outro preparava sua carabina.
A luz era espessa, cravando o chão desértico como agulhas por entre as nuvens que deixavam o clima obscuro. Não se conseguia prever de que lado a machadada viria, ou se haveria uma ponte que levasse pelo menos a algum lugar menos apocalíptico. Mas nem que se quisesse procurar se encontraria. O guarda falava de coisas que não existiam mais naquele momento, enquanto o outro continuava armando sua carabina, enchendo-a de pólvora e vidro, pétalas de algo negro caiam sobre os ombros de todos ali presentes (o que não passava de três). A entrada era ali, mas não se sabia pra onde e se haveria saída a partir do momento em que a carabina disparasse e o abismo se abrisse.
- Responda rapaz! Está pronto?
Não havia mais salvação. Nem tempo. Estava pronto pra morrer ali, no fim do mundo. Todos os dias passaram por ali, todas as ventanias e desejos, límpidas margens e céus cinzas de cidades modernas. Separando as pernas, disse então:
- Não. Mas não há tempo né?
O guarda sorriu. Olhou para o outro terminando o seu ritual sagrado. Agachado ele sorria para sua carabina e nada falava. A onda negra que cada segundo aumentava mais anunciava o que iria acontecer. A nuvem ficava cada vez mais espessa, turva, bloqueando os fios de luz que a atravessavam e queimavam o chão, deixando apenas alguns poucos que ainda teimavam por atravessá-la.
- Pelo contrário, aqui você tem todo o tempo do mundo. Ele já ta pronto.
O outro guarda saiu de seu transe e se levantou rapidamente. Engatilhou a carabina e apontou em direção ao rapaz. Já se podia sentir a brisa leve que passava por debaixo da nuvem cinza e que não refrescava em nada. O suor começava a saltar da testa do rapaz, enquanto continuava a ver sua vida toda passando na sua frente. O guarda que só faz continuava sério, agora mirando como se mira a um disco que paira no ar, pronto pra ser estilhaçado. O suor desce pela têmpora e escorre para o peito, o alvo do guarda. O guarda que só fala tira uma venda do bolso e a coloca no rapaz.
- Acredita em Deus?
- Não.
- Então comece a acreditar.
Nisso, as luzes que invadiam a névoa cessaram. Sem visão, o rapaz suava mais e mais. A chuva de fuligem e pétalas negras se acentuara e as visões se tornaram insuportáveis para ele. O silencio arrebatador deixava-o mais nervoso ainda, esperando pelo tiro fatal. Silencio absoluto.
“Fechem as janelas, as portas, os portões, pois o absurdo se instalou em nossas ruas e avenidas, praças e drogarias. Calabouço do inverso plaina como uma nuvem de fogo, queimando os céus e transformando as rosas em trovões. Troquem as fechaduras das almas, o espetáculo é marítimo e as ondas não serão sentidas enquanto as paisagens interiores se seguirem sempre as mesmas. Anuncio do fim do mundo, perdido e criador. O caos é ordem. O tiro é salvação”
- Pronto?
Os dois balançam a cabeça, como se não houvesse outra resposta.
O som do gatilho
Ouve a própria voz enquanto grita.
Então o tiro.
Descanse em paz. Dois segundos.
[Esse é o primeiro capitulo do livro que eu estava escrevendo e esqueci completamente. Legal né?]
- Cuidado aonde pisa, rapaz.
Era um lugar desolado, não havia almas, nem prédios ou estradas, carros ou espadas perdidas.
- Está pronto? – Perguntava o guarda, enquanto o outro preparava sua carabina.
A luz era espessa, cravando o chão desértico como agulhas por entre as nuvens que deixavam o clima obscuro. Não se conseguia prever de que lado a machadada viria, ou se haveria uma ponte que levasse pelo menos a algum lugar menos apocalíptico. Mas nem que se quisesse procurar se encontraria. O guarda falava de coisas que não existiam mais naquele momento, enquanto o outro continuava armando sua carabina, enchendo-a de pólvora e vidro, pétalas de algo negro caiam sobre os ombros de todos ali presentes (o que não passava de três). A entrada era ali, mas não se sabia pra onde e se haveria saída a partir do momento em que a carabina disparasse e o abismo se abrisse.
- Responda rapaz! Está pronto?
Não havia mais salvação. Nem tempo. Estava pronto pra morrer ali, no fim do mundo. Todos os dias passaram por ali, todas as ventanias e desejos, límpidas margens e céus cinzas de cidades modernas. Separando as pernas, disse então:
- Não. Mas não há tempo né?
O guarda sorriu. Olhou para o outro terminando o seu ritual sagrado. Agachado ele sorria para sua carabina e nada falava. A onda negra que cada segundo aumentava mais anunciava o que iria acontecer. A nuvem ficava cada vez mais espessa, turva, bloqueando os fios de luz que a atravessavam e queimavam o chão, deixando apenas alguns poucos que ainda teimavam por atravessá-la.
- Pelo contrário, aqui você tem todo o tempo do mundo. Ele já ta pronto.
O outro guarda saiu de seu transe e se levantou rapidamente. Engatilhou a carabina e apontou em direção ao rapaz. Já se podia sentir a brisa leve que passava por debaixo da nuvem cinza e que não refrescava em nada. O suor começava a saltar da testa do rapaz, enquanto continuava a ver sua vida toda passando na sua frente. O guarda que só faz continuava sério, agora mirando como se mira a um disco que paira no ar, pronto pra ser estilhaçado. O suor desce pela têmpora e escorre para o peito, o alvo do guarda. O guarda que só fala tira uma venda do bolso e a coloca no rapaz.
- Acredita em Deus?
- Não.
- Então comece a acreditar.
Nisso, as luzes que invadiam a névoa cessaram. Sem visão, o rapaz suava mais e mais. A chuva de fuligem e pétalas negras se acentuara e as visões se tornaram insuportáveis para ele. O silencio arrebatador deixava-o mais nervoso ainda, esperando pelo tiro fatal. Silencio absoluto.
“Fechem as janelas, as portas, os portões, pois o absurdo se instalou em nossas ruas e avenidas, praças e drogarias. Calabouço do inverso plaina como uma nuvem de fogo, queimando os céus e transformando as rosas em trovões. Troquem as fechaduras das almas, o espetáculo é marítimo e as ondas não serão sentidas enquanto as paisagens interiores se seguirem sempre as mesmas. Anuncio do fim do mundo, perdido e criador. O caos é ordem. O tiro é salvação”
- Pronto?
Os dois balançam a cabeça, como se não houvesse outra resposta.
O som do gatilho
Ouve a própria voz enquanto grita.
Então o tiro.
Descanse em paz. Dois segundos.
[Esse é o primeiro capitulo do livro que eu estava escrevendo e esqueci completamente. Legal né?]
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