Tive um mês agitado de férias. O numero de downloads do podcast é tão baixo que dá até tristeza, mas isso vai mudar.
Vou postar mais durante esse segundo semestre e vou começar a produzir mais programas. Talvez até passe na rádio K-Teco!
Nós queremos mais chiptunes, nós queremos mais pós-punk!
Saiu uma compilação de chiptunes de verão (já que é verão lá no hemisfério norte) e eu estou nela! Eu sou o Subway Sonicbeat, a ultima música no disco 1:
00:45 - Nullsleep - Streetlight Symphony 03:38 - Young Marble Giants - Salad Days 05:36 - Alex Mauer - The Monk 08:05 - Fellini - Chico Buarque Song 12:23 - Gary Numan - Me! I disconect from you 15:40 - Minusbaby - São Roque (Bella/Boa) 21:17 - My Bloody Valentine - Sometimes 26:23 - Indigo Amber - I Can't Get no Sleep 32:32 - David Bowie - Blackout 36:14 - Joy division - Something Must Break 39:21 - New Order - Perfect Kiss
OBS: Sem perceber, eu deixei o som da música do Indigo Amber um pouco alta. Então depois do My Bloddy Valentine, recomendo dar uma abaixada no som e depois aumentar de novo.
Você pode não concordar que ele seja um gênio e nem que ele cante bem, mas dizer que sua música não é poderosa e sincera, isso é uma mentira.
Aos 47, dono de uma invejável lista de fãs (desde Kurt Cobain até David Bowie e outra lendas do indie/rock), Daniel anda meio perdido. Mas ele continua aí, apesar de sua diabete e bipolaridade, fazendo apresentações. Continua vivo, mantendo a energia viva.
É piegas falar sobre Daniel por conta de sua aparência, que não há como negar a fragilidade que ele demonstra nas gravações. É díficil descrever o que sinto ao ouvir uma música dele. É díficil até escrever sobre ele.
Dentro de suas músicas está, psicodelicamente, o mundo. A melodia mais "tribal", que vem lá do gene mais antigo, herança dos homens das cavernas, está presente em seus discos. Existe também a dualidade em suas músicas. Expressar dor através de uma melodia tão suave é algo tão impossivel que Daniel faz, sem querer, com esforço algum.
Ele pode ser considerado um lunático. Mas quem não gostaria de poder, pelo menos um dia, sentar numa poça de lama e brincar sem preocupações. Ter sempre um sorriso bobo de criança no rosto. Ter a imaginação que você tinha aos 4 anos. Ele é uma criança que cresceu num corpo de adulto. Talvez eu esteja falando bobagens, mas e daí?
Tenho uma grande admiração por Daniel. Acho que nunca esquecerei da primeira vez que ouvi. Foi num daqueles dias estranhos de nossas vidas. Estava com meu walkman (sim, aquele de fita, vc se lembra?) em frente ao meu colégio. Eu estava no 2º colegial. Devia ser umas 6, 7 horas da noite, as aulas tinham acabado naquele dia e eu estava ouvindo o programa de Kid Vinil na Brasil 2000. De repente ouço aquela voz saindo do pequeno fone de ouvido. Era Speeding Motorcycle. Isso aconteceu em 2004, acredito eu. A música me deixou num estado de catarse. Foi a coisa mais genial que eu já tinha ouvido na vida. Nada superou aquele momento, musicalmente. Foi uma das músicas que mudou minha vida.
Daniel merece mais do que uma simples homenagem. Ele é o maior independente do mundo. Ele merece uma estatua, talvez no meio do Austin, sua cidade natal. Ele merece um feriado nacional. Ou no minimo um estadual. Daniel pode ser um daqueles gênios mal incompreendidos por esse "mundo cruel". Espero que o mundo reconheça seu valor e que dê mais oportunidade para a sinceridade.
Ontem aconteceu a Virada Cultural, aqui em São Paulo.
Consegui vir apenas um show, que era o que mais me interessava e que eu poderia ver. O show dos Mutantes foi divertido, apesar da falta de Arnaldo Baptista na banda. E ele faz muita falta.
Mas foi um show interessante de se ver. Descobri que gosto até demais de Bat Macumba e Dune Buggy até que é ótima ao vivo. Já as do segundo disco continuam não me agradando muito (no caso foram tocadas "Dom Quixote" e "Não Vá Se Perder Por Aí", além de "Caminhante Noturno"), apesar de eu ter pulando em alguns momentos.
Mas a maior bola fora do show foi a música nova. A única coisa boa nela foi a parte dissonante, com um daqueles brinquedos que dão risada. Divertido. Acho que durante os solos não harmonicos eu era a única pessoa que estava gostando, pelo menos na minha frente. Não gostei muito do final de Panis Et Circences (o bis), que poderia ter sido muito melhor e mais apocaliptico do que foi (começou devagar e depois de três crescendos parou naquilo e nada de virar um caos). Tirando isso, Sérgio Dias é Sergio Dias. Valeu a pena me embrenhar pela São João atrás de um bom lugar no meio da platéia.
Ontem fui ao bairro da Liberdade. Nunca tinha ido lá antes e fui pra encontrar alguns amigos meus. Jogamos sinuca, jogamos conversa fora.
Mas o que me chamou a atenção foi a arquitetura do lugar. Não é tão bonito, nem tão limpo. É um lugar estranho mas achei muito legal. As pessoas não são as melhores pra se conversar, mas ainda assim o lugar tem seu charme.
A coisa mais legal de lá são os lustres, sem duvida!
Posto uma foto deles mais tarde.
Se tivesse tempo, passaria mais tempo pela praça da Liberdade. Marcarei um show lá, aguardem. Ps: esqueci quem é o autor da foto, mas não é minha.